29 de novembro de 2007

20 de novembro de 2007

Eu não reciclo porque...

EU NÃO RECICLO,PORQUE...

Segundo dados da Resioeste, o concelho da Lourinhã é o que apresenta a maior taxa de reciclagem comparado com os outros concelhos abrangidos pelo Aterro Sanitário do Oeste (ASO). Mas essa taxa corresponde apenas a 5,00 % de todos os resíduos produzidos no nosso concelho (dados de 2006).

De acordo com um estudo encomendado pela Sociedade Ponto Verde sobre “Atitudes e comportamentos em relação à separação de lixo/embalagens usadas», realizado em todo o território nacional, as famílias que não reciclam apresentam como argumentos:

- 71% a falta de recipientes próprios

- 48% excessivo trabalho

- 36% distância aos ecopontos

Hoje em dia não há justificação para não reciclarmos, em especial no concelho da Lourinhã: existem ecopontos, existe um sistema de recolha e empresas que recebem os resíduos para os reciclar.

Os motivos apresentados pelos “resistentes” à reciclagem têm fundamentação em erros do passado ou em situações pontuais. Assim, analisamos e respondemos a cada um desses argumentos, e deixamos sugestões para que não se continue a dizer

“Eu não reciclo, porque…”
…a câmara recolhe tudo junto.

A recolha dos ecopontos é assegurada pela Resioeste. Cada carro só recolhe um tipo de resíduo, sendo necessário a passagem de três carros para despejar um ecoponto. Só deste modo se assegura a continuidade da separação de resíduos feita em casa.

A Câmara Municipal da Lourinhã (CML), mantém alguns ecopontos (contentores azuis e verdes idênticos aos de resíduos sólidos urbanos) em locais onde não há espaço / acessibilidade para o ecoponto da Resioeste e os veículos procederem à sua recolha. A recolha destes ecopontos é da responsabilidade da Câmara, sendo feito com um carro próprio cedido pela Resioeste. Algumas pessoas não “vêm” estes contentores como ecoponto, colocando sacos de lixo, o que acaba por contaminar os resíduos recicláveis e inviabilizar a sua recolha para reciclagem.

…não tenho ecoponto perto de casa, ou estão sempre cheios.

O Concelho da Lourinhã é o que apresenta maior número de ecopontos por habitante (1 eco/197 hab), na área do ASO. Portanto se não há um ecoponto mesmo ao lado da sua casa, não pode estar muito longe.

Quando estão cheios qualquer pessoa pode telefonar para a Resioeste, alertar para o facto e solicitar a recolha. No entanto, para quem se desloca de automóvel com frequência, pode sempre colocar os resíduos separados no carro e quando passar por um ecoponto depositá-lo.

…ocupa muito espaço em casa.

O volume de resíduos produzidos não aumenta por passar a reciclar. Se produz 30 l de resíduos por dia, e todos os dias coloca o saco de lixo no contentor, a diferença é que esses 30 l vão ficar distribuídos em 4 sacos de 7,5 l cada e provavelmente não necessitará de ir logo colocá-los no contentor. Por isso o volume só aumenta, porque na realidade irá aumentar o intervalo de tempo entre idas ao ecoponto e caixote do lixo.

… não tenho ecoponto doméstico.
Não é preciso ter ecoponto doméstico para reciclar. Basta apenas ter vontade!

Pode utilizar sacos de compras (de plástico ou papel) ou caixas de cartão, para separar e transportar os resíduos. Pode guardar os resíduos separados debaixo do balcão da cozinha, ou na despensa, ou na varanda ou logradouro.

Se faz questão de ter um ecoponto doméstico, a CML distribui gratuitamente, basta dirigir-se à Divisão de Ambiente (DSUMA) com a última factura da água.

… conheço muitas pessoas que não o fazem. Quando todos reciclarem eu também o farei.

O que a maioria faz não quer dizer que seja o correcto, e por mais pessoas que conheça que não reciclam, também conhecerá algumas que reciclam. Porquê seguir o exemplo da quantidade e não o da qualidade?

Todos os sistemas de gestão de resíduos são sistemas em cadeia. Cada um de nós representa um elo que contribui para a eficiência do sistema. Como tal, apesar do contributo individual parecer insignificante, é o resultado de todos que torna visível o esforço de cada um.

A consciência ambiental é um valor social que ao ser reconhecido e enfatizado será factor de diferenciação positiva. Reciclar é um compromisso com o ambiente que não se esgota numa ida ao ecoponto, e que deve ser visto como a última etapa duma estratégia de redução e de reutilização. A capacidade de minimizarmos o problema na origem, reduzindo a produção de resíduos ou escolhendo produtos “amigos do ambiente” ou com potencial de reutilização, será factor determinante para a eficiência de qualquer sistema de gestão de resíduos.

O envolvimento de todos é importante, porque o problema dos resíduos é transversal a todos os sectores de actividade – reduzir, reutilizar e reciclar são objectivos que devem ser aplicados tanto em casa como no comércio, na agricultura, nas empresas, nas escolas, etc. É preciso ser exemplo e dar testemunho para que também outros se juntem a esta causa e se oiça cada vez menos “Eu não reciclo…”.

Filomena Frade

Saída de Campo dia 24 de Novembro!



6 de novembro de 2007

Minhocas limpam lixo doméstico! - Parte 2

AS CINCO FASES DO TRATAMENTO

1- Recepção do lixo, tal e qual como ele sai das nossas casas. É depois depositado em pilhas com cerca de um metro de altura.

2- Nestas pilhas começa a fase de compostagem, na qual o odor desaparece naturalmente e se eliminam bactérias.

3- Após cerca de três semanas, as minhocas são introduzidas, para transformarem o composto em húmus.

4- Nesta fase, apenas existe húmus e material que pode ser separado e reciclado sem conter resíduos orgânicos.

5- Separação do material orgânico dos objectos existentes no lixo. Limpos, podem ser utilizados na reciclagem.

MINHOCA ESPECIAL

De fácil reprodução, a minhoca vermelha da Califórnia adapta-se melhor às condições meteorológicas do nosso País.

FAÇA VOCÊ MESMO

Qualquer pessoa pode ter uma estação de vermicompostagem em casa ou no quintal. Basta ter uma caixa com furinhos, uma rede e um recipiente que recolha algum líquido.

TUDO MATERIAL ORGÂNICO

Estas minhocas devoram tudo o que seja material orgânico como restos de comida, flores e plantas. O líquido e o húmus produzido pode ser usado no jardim ou na agricultura.

SAIBA MAIS

5000 minhocas por metro quadrado, para uma ‘cama’ com 25 centímetros de altura.60 000 toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos que uma central de vermicompostagem pode tratar por ano.4,7 milhões de toneladas de RSU produzidos em Portugal durante 2005, segundo o Instituto dos Resíduos.

SUINICULTURAS

O lixo das explorações pecuárias, muitas vezes despejados em rios, também pode ser tratado pelas minhocas.LAMAS DAS ETARESO cheiro intenso destes resíduos pode ser eliminado por este sistema. HÚMUSÉ a matéria resultante da transformação dos resíduos orgânicos, aplicável na agricultura e correcção de solos.

Texto retirado da edição do jornal "Correio da Manhã" de 18/08/2007

Minhocas limpam lixo doméstico! - Parte 1


O conceito é simples: as minhocas têm um apetite voraz por tudo o que é orgânico; logo, vamos dar-lhes todo o lixo que produzimos para que limpem, literalmente, embalagens de plástico, vidros, cerâmicas e outros objectos, permitindo a sua reciclagem e evitando a sua colocação em aterros.

A empresa portuguesa Lavoisier, sob o lema de ‘Nada se Perde, Tudo se Transforma’, pretende aplicar, pela primeira vez no Mundo, um sistema de tratamento de RSU, desde a recolha do lixo até à sua reciclagem, recorrendo ao trabalho das minhocas. “Elas basicamente estão no paraíso, pois têm condições de excelência para viver e reproduzir”, afirmou ao CM João Completo, gerente desta empresa, afirmando que a meta de todo este trabalho é “obter zero resíduos no final do processo”.“Como as minhocas devoram toda a matéria orgânica existente no lixo comum das nossas casas, transformando-a em húmus, elas limpam os objectos que não conseguem comer, como o plástico ou o vidro, que podem ser separados e utilizados na reciclagem”, explicou.

Rui Berkemeier, responsável pelo departamento de resíduos da Quercus, não poupa elogios ao sistema, esclarecendo que “de outra forma, estes objectos teriam como destino os aterros ou a incineração”. “Já sem referir os problemas da incineração, os cheiros dos ate-rros e as águas residuais altamente tóxicas”, acrescentou.A inexistência de cheiros é, de acordo com João Completo, uma das grandes vantagens do sistema.

Durante a segunda etapa deste processo, o cheiro característico do lixo é eliminado de forma natural. “Cerca de 80 por cento do odor desaparece no processo de compostagem. Depois, as minhocas tratam do resto”, sublinhou, destacando também que a matéria produzida pelas minhocas, o húmus, e o próprio líquido que escorre durante a terceira fase é aproveitável na agricultura ou na jardinagem. “Todo o composto resultante da transformação dos resíduos orgânicos em húmus é utilizável na agricultura como adubo, tal como as águas, que funcionam como um corrector natural de solos”.

Texto retirado da edição do jornal "Coreio da Manhã" de 18/08/2007

7º Encontro da Sociedade Portuguesa de Epidemiologia e Medicina Veterinária Preventiva


page counter
Website Hit Counter