25 de junho de 2007

Ambiente e Saúde

Quando falamos de ambiente, temos impreterivelmente de falar em saúde. Esta, está directamente relacionada com a qualidade do nosso meio ambiente, tornando por isso este dois conceitos interdependentes.


Neste sentido, divulgamos hoje um site que para além de promover esta temática, contém informação útil para quem se importa com o seu mio ambiente e o modo como este influencia o seu dia-a-dia.

Para além disso, é um canal de informação privilegiado, para a comunicação sobre esta temática com os mais novos, pois contém jogos didácticos e explicações muito simples e directas sobre o tema.

Quem estiver interessado deve dar uma olhada no link http://www.ambientesaude.pt/.

13 de junho de 2007

O Património rural como problema e ideologia


A identidade encontra-se profundamente ligada à memória. Enquanto informadora da memória dos povos ,e, dando a conhecer a vivência real do passado, a História desempenha um papel fundamental como factor de coesão ou dissociação quando se estabelecem projectos de intervenção no Património. O seu propósito é precisamente compreender a realidade após um tratamento rigoroso dos acontecimentos e fenómenos investigados. Isto significa, em última análise, que não é a realidade histórica que perdura, o que perdura é a imagem, sob a forma de Património móvel e imóvel, que ficou dessa mesma realidade, transformada em História.
Mas a definição e os contornos de intervenção no Património nacional regional não dependem somente da emissão de pareceres ou regulamentos; dependem também de quem os recebe e aplica, mas sobretudo do resultado final da complexidade de relações entre poderes culturais locais.

Actualmente, estes valores são articulados com matérias relativas ao património arquitectónico através da reafectação/reutilização dos imóveis, problemas ambientais e afirmação da paisagem a reabilitar- o que alarga a ideia de património edificado, não como peça isolada, mas como um problema das comunidades e do bem-estar geral. Verifica-se a atracção por um sistema patrimonial mais vasto, não só sendo dada atenção à envolvente imediata, mas a toda a vida material e simbólica que lhe é inerente, conferindo-lhe uma paisagem mais humanizada e criando uma envolvência como património “de proximidade” .

Partindo do pressuposto que a comunicação é o elemento que retarda, mantém ou acelera o processo de relacionamento e interacção social, o melhor ponto de partida talvez esteja, para além da necessária despersonalização de interesses, a reformulação do discurso politico–cultural ,apostando numa maior transmissão de informação essencial sobre o que é e o que vale o “Património Cultural”, por parte dos agentes responsáveis por ele ao nível nacional.
Urge divulgar interesses e valores quanto à herança comum e perspectivas quanto ao futuro ou futuros possíveis para ela. Pois se, na actualidade, assistimos à destruição do Património rural é porque a política de conservação ainda não foi digerida com assertividade efectiva tendo em atenção a opinião pública enquanto fundamento essencial da intervenção no Património.

É, sem dúvida, necessário implantar uma sinergia que reproduza uma dinâmica que dê a conhecer globalmente a validade do conceito de Património Cultural e em que se encontrem disseminados os motivos que justificam um sistema de cooperação de toda a sociedade. Para isto, é crucial a criação de apoios mais eficazes à divulgação do Património Cultural local, com a produção de informação concreta e acessível como palestras, notícias, filmes históricos e documentários sobre as mais variadas facetas da realidade social e cultural local ou a realização de eventos culturais de impacto mediático ao nível nacional - veja-se o exemplo de sucesso na ordem do dia- a “Selecção das sete Maravilhas de Portugal”-aberto às mais variadas manifestações culturais.
Apesar de se verificar uma gradual evolução através de novos programas de reabilitação e valorização, ou aperfeiçoamento dos já existentes e uma maior consciencialização para encarar o Património como um projecto comum de cidadania, há um papel importante a cumprir para o entendimento do nosso Património como gerador de qualidade de vida. Esta perspectiva de esclarecimento social carece de apoio e afinco por parte das entidades públicas e dos próprios especialistas, que podem claramente ter um papel mais activo na sensibilização da comunidade, criando um lugar-comum de perspectiva integrante do nosso legado historico-artistico e dando a entender o Património na sua essência - interpretar e analisar o que fomos e o que somos, enquadrando-nos no nosso tempo.

Vanessa Henriques Antunes
Conservadora-restauradora

4 de junho de 2007

As Industrias mais poluentes!

Está de novo on-line no Ecoline a infografia sobre as "indústrias mais poluentes em Portugal e na União Europeia", elaborada com base nos dados do EPER ( em português, Registo Europeu de Emissões Poluentes), da Agência Europeia do Ambiente.


Podem aceder facilmente a ela através do seguinte link:

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