31 de março de 2011

Almoço no Casal


Almoço no casal da Tia São seguido de provas de vinho do produtor Chris Price e Helga Wagner em Cortém-Vidais


Sábado 16 de Abril 2011

Chegada ao casal da Tia São a partir das 10h seguido de visita da quinta

13h buffet

14h30 partida

Contém Prova de vinhos com petiscos

Apresentação e passeio pelas vinhas


Agradecemos a confirmação até dia 10/04


Organizado por: São e François Casal da tia São TM: 914974932 tia.sao@sapo.pt


Visitem desde já os nossos amigos http://www.vinhoscortem.com/


PARTICIPAÇÃO 17€ POR PESSOA

18 de março de 2011

Curso de Restauraçã​o Ecológica de Sistemas Dunares - 2.ª edição: 18 a 21 de Maio de 2011

Tendo em conta o sucesso da 1.ª edição do curso realizada em Março de 2010, a SPECO irá promover este ano uma nova edição, desta vez, integrando ainda mais temas. O leque de formadores também foi ampliado, sendo os mesmos oriundos de Portugal, Espanha e México. Este ano o curso terá a duração de 4 dias e terá um enfoque ainda mais prático.

Objectivos do Curso:O curso pretende transmitir os métodos e os conceitos básicos para a elaboração de projectos de qualidade de Restauração Ecológica de Sistemas Dunares. Tem uma forte componente prática, com apresentação de vários casos de estudo, utilizando sempre os exemplos das melhores práticas em Portugal e Espanha.

Os formadores têm uma vasta e reconhecida experiência no desenvolvimento de projectos ambientalmente adequados de protecção ou reconstrução de dunas costeiras.

Destinatários:Técnicos e profissionais de ambiente (Ecólogos, Biólogos, Arquitectos Paisagistas, Engenheiros de Ambiente, Engenheiros do Território, Engenheiros Biofísicos, Engenheiros Civis, etc.) e todos os interessados em desenvolver projectos nesta área. Coordenação:- Cristina Máguas (Departamento de Biologia Vegetal, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)- Juan B. Gallego-Fernández (Departamento de Biologia Vegetal e Ecologia, Universidade de Sevilha)Formadores de Portugal, Espanha e México.

Local de Realização:Anfiteatro da Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Bloco C1, 3.º Piso. Dias e Horário:dias 18, 19, 20 e 21 de Maio de 2011, das 09H30m às 17:30. Línguas do Curso:
Português e Espanhol

Custo da Inscrição:Sócios da SPECO: 145,00 €Não Sócios: 175,00 €Preço especial para estudantes: 100,00 € (inclui documentação e Coffee-Break)
Programa:
Dia 18 de Maio

Morfologia e dinâmica de dunas e praias
9:30 – 11:00

Praias e dunas costeiras de Portugal
11:30 – 12:30

Ecologia e dunas costeiras I
- Gradientes ambientais
- Adaptação de plantas e grupos funcionais
14:00 – 15:30

Impactos humanos em dunas costeiras
16:00 – 17:30
Dia 19 de Maio

Ecologia e dunas costeiras II
- O processo de sucessão de dunas costeiras

9:30 – 11:00
Ecologia e dunas costeiras III
- O papel das interacções ecológicas na restauração de dunas costeiras11:30 – 12:30

Os serviços ambientais das dunas costeiras

14:00 – 15:00
Restauração ecológica de dunas costeiras I
- Bases teóricas de restauração ecológica
15:00 – 16:00
Restauração ecológica de dunas costeiras II
- Ferramentas de diagnóstico de estados de conservação/degradação
- Indicadores para determinar as possibilidades de restauração de dunas costeiras
16:00 – 17:30
Dia 20 de Maio

Restauração ecológica de dunas costeiras III
- Reconstrução morfológica de dunas
- Revegetação
- Sistemas de protecção

9:30 – 11:00
Restauração ecológica de dunas costeiras IV
- Selecção e produção de espécies de plantas dunares para revegetação: viveiros
11:30 – 12-30
Restauração ecológica de dunas costeiras V
- Casos de estudo. Acompanhamento
14:00 – 15:00
Restauração de dunas costeiras em Espanha
- Situação actual e perspectivas
- Casos de estudo
15:00 – 16:00
Dia 21 de Maio

Visita de estudo e trabalho prático

09:30 – 17:30


SPECO - Sociedade Portuguesa de Ecologia
FCUL, Campo Grande - Bloco C4, Piso 1, Sala 4.1.10 - 1749-016 Lisboa
Tel/Fax: +351 217500439
VOIP: Skype: specopt
E-mail: speco@fc.ul.ptWEB: http://speco.fc.ul.pt

8 de março de 2011

Hortas Bio

Mês a mês na Horta Bio: Março
Inicia-se o período de grande azáfama na horta! Semeia-se agora o grosso das culturas de Primavera e é necessário mondar as adventícias e regar com regularidade.

SEMENTEIRAS E PLANTAÇÕES:
No Norte: Semeie abóbora, alface, beterraba, cenoura, couves, ervilha, espinafres, feijão, melancia, melão, nabiças, rabanetes, salsa e tomate. Plante: batata, cebola (sementeira de meados de Novembro), couves e espargos.
No Centro: Semeie abóbora, alface, alho-porro, beterraba, cebola, chicória, couves, ervilha, espinafres, feijões, melancia, melão, nabiças, nabo,pepino, rabanete, salsa e tomate. Plante alho-porro (semeado em Fevereiro), batata, cebola, couve-portuguesa, couves repolho e lombarda (sementeira de Dezembro) e tomate (semeado em Janeiro).
No Sul: Abóbora, batata, couves, ervilha, feijão, melancia, melão, nabiças, pepino e tomate. Plante: batata, couves, pimento e tomate.

TRATAMENTOS NATURAIS:


Altica (Imagem com publicação autorizada @Entomart)
Repelente para a altica e a lagarta da couve: infusão de absinto (Artemisia absinthium) (100g / l), a pulverizar pura, à tarde.


Lagarta da couve Insecticida para a mosca da couve e a mosca branca: piretro (Tanacetum cinerariifolium) e arruda (Ruta graveolens) - extractos fermentados, preparados separadamente, diluídos a 10%.

Planeamento da Horta
ALFOBRES OU VIVEIROS
1. Escolha do local
A horta deve ter um lugar abrigado, dedicado à obtenção de plântulas das espécies que não são semeadas em local definitivo [ver métodos de obtenção de plântulas por espécie no blog O Quintal Bio].
Caso não disponha de estufa ou estufins, escolha um lugar abrigado dos ventos frios dominantes (p.e. junto a um muro ou sebe), com um bom número de horas de exposição solar e protegido contra as intempéries e as baixas temperaturas de Inverno. Uma fileira de árvores de fruto de folha caduca permite proteger o alfobre contra o sol excessivo na Primavera e Verão.
Tenha em conta que algumas espécies são exigentes em calor para a germinação - ex. pimento, beringela, begónia, precisam de temperaturas de 21ºC; tomate e abóboras precisam de temperaturas de 15ºC para germinar.
2. Sementeira
Os recipientes onde é realizada a sementeira devem ser cheios até 9/10 com uma mistura de elementos finos e fibrosos (ex. ¼ terra + ¼ saibro ou vermiculite + ½ composto obtido de resíduos vegetais), podendo também utilizar-se substratos comerciais para Agricultura Biológica. Semeie numa mistura ligeiramente húmida. Uma camada de gravilha fina por cima, embora não sendo indispensável, permite manter as sementes no local aquando da rega. Recubra os recipientes com vidro, plástico ou papel húmido – protecção esta que deve ser retirada após a germinação.
Para as hortícolas mais pequenas (ex. cebola, alface, brócolos, couves), a sementeira pode ser feita num tabuleiro e as melhores plantinhas obtidas são depois repicadas para vasos individuais, onde se desenvolvem até à transplantação. A repicagem deve ser feita na altura em que surgem as primeiras folhas verdadeiras (a seguir aos cotilédones, que são parecidos com folhas mas não têm o formato típico das folhas da espécie). 4 semanas mais tarde as plantas precisam de um pouco de fertilizante, que pode ser chorume de urtiga* (1kg plantas inteiras para 10 litros de água, deixar durante 1-2 semanas) ou vermicomposto diluído na razão 1:9 (volume). [*Brevemente disponibilizaremos informação detalhada sobre a preparação e utilizações do chorume de urtiga no blog O Quintal Bio.]
Hortícolas maiores, como o tomateiro, a beringela, a abóbora, o pimento, o melão, o feijão, a ervilha, devem ser semeadas directamente em vasos individuais. Atenção às espécies que não toleram bem a manipulação das raízes e devem ser semeadas em vasos biodegradáveis (ver blog).
Pode ser útil para facilitar a germinação, particularmente para feijões, ervilhas, abóboras, melão e cenouras, imergir as sementes em água morna durante 24 horas antes de as semear.
Entre a sementeira em alfobre e a plantação em local definitivo, conte com 6 a 8 semanas para o desenvolvimento das plantinhas.
Manter um diário das datas de sementeira, datas de germinação, origem das sementes permitirá, ao longo do tempo, melhorar os métodos de sementeira e identificar sementes com melhor poder germinativo.
3. Produção das próprias sementes
Se quiser reutilizar as sementes, assegure-se de que não se trata de variedades híbridas (cujas sementes dão resultados muito heterogéneos, com diminuição da produção e da resistência às doenças). Deixe amadurecer as sementes antes de as recolher.
Abóboras, girassóis, tomateiros e melancias amadurecem quando o fruto está pronto para a colheita. Devem ser lavadas, para remoção da polpa, colocadas sobre papel absorvente e secas ao sol (2 semanas ou mais). Sementes em vagens (ervilha, feijões) devem deixar-se amadurecer na vagem, até que esta enrugue e amareleça, deixando-se depois secar bem ao sol.
A produção das próprias sementes permite-lhe ir seleccionando as características que deseja encorajar nas suas culturas, escolhendo como progenitoras as plantas que têm essas mesmas características. Para as culturas cuja semente pretende aproveitar deverá semear apenas uma variedade, evitando os riscos de polinização cruzada que ocorre com muitas espécies hortícolas e que irá descaracterizar a descendência da variedade que pretende seleccionar.
4. Livros recomendados (à venda na livraria AGROBIO):

Para informações detalhadas e tabelas de germinação: Horta Familiar. A mini-horta intensiva, Duane Newcomb. 1988. Publicações Europa-América.
Produção das próprias sementes: El placer de obtener tus semillas, Jérôme Goust. 2010. La Fertilidad de la Tierra.
[Próximos números: Camalhões, Rotações, Consociações, Adubos verdes, Composto]

Fruteiras e jardim

Estamos na época das enxertias. Brevemente será anunciado um curso sobre esta temática. Esteja atento.

Perguntas e respostas
Fiz a sacha dos alhos e estava a pensar fazer uma cobertura com palha (mulching) para evitar o crescimento de ervas. O mesmo nos morangos e nas cebolas. Tenho tudo em pequenos camalhões. Será que posso prejudicar de alguma forma estas culturas. Deverei colocar composto ou adubo por baixo da palha? Paulo Santos
A cobertura do solo é útil para proteger o solo da erosão e da acção mineralizante do sol, manter a humidade no solo e diminuir o crescimento das infestantes. No caso das hortícolas, esta pode também ter uma função nutritiva.
Sendo a palha um material rico em carbono e pobre em azoto, a sua decomposição por parte dos microorganismos implica o consumo de azoto do solo, podendo originar uma "fome de azoto" nas plantas.
Assim, é preferível aplicar uma camada de composto ou adubo orgânico biológico sobre o solo e depois cobri-la com a palha. Esta solução imita, aliás, aquilo que se passa nos ecossistemas naturais, como as florestas, em que o húmus se encontra por baixo de uma manta morta de restos vegetais que vão cobrindo o solo e se vão humificando naturalmente.
Uma outra solução consiste em misturar materais secos (palha, lenha de poda triturada) com materiais verdes, mais ricos em azoto (aparas de relva e ervas (antes de darem semente e desde que não contenham outras estruturas de multiplicação - ex. bolbilhos), adubo verde ceifado, arbustos triturados), o que equivale a fazer uma compostagem de superfície, libertando gradualmente nutrientes para as plantas.

Partilhe!
Experiências, curiosidades, receitas, remédios caseiros - envie-nos as suas sugestões e partilhe com outros hortelões!

Atenção! A partir de Abril, só receberão o boletim "O Quintal Bio" os associados que tenham a quota de 2011 paga.
Quanto ao envio via CTT, apenas será feito nos casos em que os associados nos informem que não possuem e-mail, e com carácter bimestral.
Se não recebeu o boletim via electrónica até à data e possui e-mail, por favor indique-nos o seu endereço electrónico.

Permancultura na Lourinhã


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